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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Carta ao meu namorado.

Estou de camisa de dormir, daquelas que comprei, grávida da Isabel, para levar para a maternidade. Estou com a azul clarinha, fresca, com botões até lá abaixo, uns números acima e conforto para dar e vender. E é incrível como me sinto sexy mesmo numa camisa de dormir que comprei grávida da Isabel para levar para a maternidade. Voltei a sentir-me confiante, segura, e o meu corpo voltou a pertencer-me, mesmo que diferente, mesmo que não o mesmo que conheceste em 2009. Elas estão a dormir as duas, tu estás longe e eu estou com o portátil no colo, dei de mamar nem há cinco minutos e já estava a ceder ao sono quando me apeteceu vir escrever-te. Dizer-te que, oito anos depois, duas filhas depois, estou como quando me conheceste, mas outra. Sinto-me uma miúda, pés descalços, corpo a pedir dança e cabelos desalinhados. Despenteados, para dizer a verdade. Cheia de vontade de me fazer à estrada no teu carro vermelho com lascas de tinta a sair, perdermo-nos com umas caipirinhas e a pedir pollo em vez de pulpo. Uma, duas, três vezes. Andar de mãos dadas, suadas do calor. Peles salgadas, tostadas e corações a palpitar muito. Aquele bikini preto que dizias que me ficava bem. Aquelas músicas que cantávamos nas viagens sem vergonha do ridículo. Aquelas idas ao cinema umas atrás das outras com uns hambúrgueres escondidos na mala. Como nunca viste o Laranja Mecânica?, perguntaste e mostraste-me esse e muitos outros. Fizemos colecções de clássicos e de Almodovares e de Allens. Ofereci-te uma viagem que era para a Tunísia mas acabámos nas Canárias. E fomos tão felizes em Veneza e em Florença. E nos nossos aniversários em degustações no Olivier na rua do Alecrim ou jantaradas naquela tasca maravilhosa em Caxias. Perdemo-nos em Londres e em Amesterdão (literalmente), descobrimos cidades e descobrimo-nos nelas. Dormimos sestas demoradas em longos domingos, chegámos a ir dormir para a banheira tal era o calor daquele T1 minúsculo num nono andar sem ar-condicionado e enroscámo-nos bem nas noites mais geladas. Comemos poeira em festivais de verão, dormimos em Ibis e em hotéis manhosos em Milão, perdemos carteiras em Tarifa. Trabalhámos juntos alguns anos e, quando nos diziam que trabalhar com namorados não resultava ou cansava ou sei lá mais o quê, mais gozo nos dava provar o contrário. Somos uma boa parelha - nem é preciso falar para sabermos o que o outro acha daquele corte na edição ou daquela escolha de música.

Começaste por dizer que me amavas, sem eu saber se algum dia te iria corresponder, quando o meu coração já era todo teu e eu nem adivinhava. Há coisas que têm mesmo de ser, há coisas que têm mesmo de acontecer. Nem um mês depois e já tinha a minha escova de dentes em tua casa, mal sabia eu que seria para a vida toda. Sei que é. Nós sabemos. Aquele bikini preto já não me deve ficar grande coisa, já não devemos voltar a pedir pollo em vez de pulpo, o carro vermelho a cair de podre já deve estar na sucata, mas nós somos os mesmos. Quando os nossos olhares se cruzam, mesmo que debaixo deles haja olheiras, mesmo que eles se tendam a fechar mais rapidamente, a luz é a mesma, ou maior ainda. Gosto daquilo em que te tornaste. Gostas da mãe em que me tornei, já mo disseste, todo orgulhoso. Já sabíamos o que trazíamos no coração, já sabíamos que éramos boa gente, mas vermo-nos a ser família, a ter provas para superar, fortaleceu tudo. Mais e mais e mais.

São oito anos - ou serão mais? Parecem mais ou foram muito intensos? Bons oito anos. Os melhores. Ao teu lado, os melhores.

Parabéns a nós. Por querermos dançar esta dança, mesmo que às vezes pisemos os pés um do outro, sem querer. Por mandarmos para trás das costas o que não é importante, por nos darmos, dedicarmos e cedermos, sem fazer jogos de força. Que sejamos sempre assim. Que consigamos sempre respirar fundo, relativizar e reencontrar o que nos juntou e o que continua a juntar. O nosso amor. Elas. E o nosso amor nelas.

Parabéns, amor.

Há 7 anos. Constato que somos como o vinho do Porto.

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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Vantagens de se ter filhos que dormem mal.

Rir para não chorar.
No meu caso em vez de uma filha que dorme mal tenho duas. Ah e não me venham dizer que é tudo uma questão de treino porque a Luísa até aos 6 meses dormia a noite toda. Toda. Tipo 12 horas. Aproveitei bem esses 6 meses? Epa, dormi uma noite inteira seguida talvez. A Isabel - 2 anos e meio - acordava. Uma, duas vezes.

Agora acordam as duas. A Isabel com pesadelos, sede, xixi, o que seja. Pede festinhas na mão, às vezes só nos quer ouvir respirar ali ao lado. A Luísa acorda 3, 4 vezes, não sei. Só sei que quer mama e mimo e eu dou. Há dias em que me sinto cansada, há outros que levo tudo melhor. Levo-a para a minha cama e adormeço enquanto ela mama, ao meu lado, e pronto. Não me digam que se cortasse a mama, melhoraria. Não acredito nisso. Não foi pelo facto da Isabel deixar de mamar com 10 meses que passou a dormir melhor. Prefiro acreditar que é deles (e em princípio será natural) e conformar-me: a Isabel agora está muito melhor (chega a dormir noites inteiras), por isso será só uma fase.
Vai daí, fiz um exercício de mentalização. O facto deles acordarem 6 vezes de noite até tem as suas vantagens! Ora sigam lá este raciocínio fantástico:

1. Matamos saudades. 
Que mãe e que pai não gosta de ter o filho no colo ou estar debruçado sobre ele ou a dar festinhas mais uns minutinhos por dia? (#eunao)

2. Evita ladrões. 
Eles sabem muito bem a que casas não podem ir e não arriscariam numa cujos putos acordem a qualquer momento. Pode correr muito mal.

3. Ir comer qualquer coisinha durante a noite. 
É um regresso à adolescência quando acordávamos a meio da noite esfaimados, até nos dá qualquer coisa de jovem.

4. Ter sensação de ressaca sem ter de gastar dinheiro em gins nem em entradas em discotecas. Ainda por cima sem trazer para casa o cabelo empestado de fumo nem nariz preto por dentro.

5. Não precisar de ver o Walking Dead para ver mortos vivos. (Andam eles a gastar rios de dinheiro em caracterização quando têm centenas de zombies por esse mundo fora). Assim poupamos tempo (para dormir), basta colocarmo-nos em frente ao espelho.

6. Testar a relação amorosa.
Se sobreviver a estes primeiros anos, sobrevive a tudo, carago!

Querem melhor? Vamos lá beber um chazinho de camomila mas é e rezar para que hoje seja só uma vez.



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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Quero ter relações (dessas) com a Joana Paixão Brás.

Parece que várias leitoras acreditam que eu passo uma determinada "vibe" lésbica - ver este post. É verdade que passo. Todas as lésbicas que conheço dizem-me que faço parte do "sindicato" só que ainda não sei. Sempre achei graça a isso. Na volta dizem isso a todas as que acham que são hetero para lançarem a confusão e estou a achar-me especial.

A verdade é que vacilei. Vacilei quando vi esta bomba a entrar na piscina com este fato-de-banho que a mãe dela comprou "no chinês". Ela chegou e... eu pensei: "olha, olha... afinal ela não serve só para fazer posts em que diz que o amor pelas filhas é isto e que agora gosta de viver no campo... até levava umas lições de vida assim vestida". 

Depois voltei à "inveja boa" - que é um termo só parvo - e tive que lhe dar um bolinho para ver se a diferença entre as duas deixava de ser tão evidente. Bolinho para o bucho da beta.

A minha colega do blog está tão maravilhosa, não está? A galopar para os 30 anos, com duas filhas que já lhe sairam do corpo e está toda impecável num fato de banho "do chinês". Eu, neste fato-de-banho pareceria que tinha duas chinchilas nas virilhas (já viram o corte daquilo?) e uma bóia de carne abaixo das mamas (que estão quase nos joelhos). 




 


 



 

 



 


Quanto a eu ser lésbica - não sou. Acredito, porém, que isto das orientações sexuais é um espectro e não algo estanque. Não sou certamente 100% heterossexual, muito menos depois de ver esta brasa.

Aplausoooooooooooos para este pedacinho de lula todo sexy! :) 


Coisinhas giras: 

Fotografias - The Love Project

Piscina - Aquashow Hotel 

Fato de banho - Chinês

✩✩✩✩✩✩✩✩✩✩

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A Mãe não veste Prada - #06

E o modelito que a mãe veste, não sendo Prada, é Trendy Bazaar e é tão bonito quanto confortável. As calças são daquelas maravilhosas que nem amarrotam e têm umas cores vibrantes - o tal do verde água que eu adoro e o salmão. Os chinelos são da C&A e são daqueles que ficam bem com tudo (ou quase). Confortáveis e práticos. O colar é lindo e é da Pipe Lisboa, uma das marcas que descobri no Kids Market. E é isto. Um look prático, confortável e giro. 

Gostam? E da naturalidade com que uma pessoa se encosta a uma palmeira? Uhmmm conforto. ;)










t-shirt e calças Trendy Bazaar 
chinelos    C&A 
colar  Pipe



 Fotografias The Love Project


 
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Top 5 MAIS e MENOS do nosso fim-de-semana

Como sabem, estivemos a passar o fim-de-semana no Aquashow Park Hotel - Joana Paixão Brás (esta que vos escreve), Joana Gama (a outra que vos faz rir), respectivas famílias: David, Isabel e Luísa e Irene e ainda a Joana Sepulveda Bandeira, nossa amiga mas também já uma espécie de repórter oficial das nossas vidas, que foi acompanhada pelos 3 filhos e pelo marido. Adorei. Adorámos todos, acho. Só a Luísa ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas quero crer que aquela pele já toda engelhada das horas na piscina queira dizer alguma coisa. 

Fiz um TOP 5 do fim-de-semana (adoro fazer TOPS, acho que desde o tempo em que trabalhei no  Gosto Disto, da SIC).

TOP +

5 - Estarmos as 5 juntas. 
É raro as protagonistas deste blogue conseguirem estar juntas. Aconteceu. E é sempre muito bom. A Irene e a Isabel adoram-se. A Luísa gosta do colinho da Joana. A Joana e a Joana (ai que estranho estar a escrever assim, pff!) divertem-se sempre muito juntas. É sempre bom. Ali, com sol, piscinas, parques, pequenos-almoços gigantes e bons, almoços e jantares sem termos de nos preocuparmos com nada? Melhor ainda.





4 - O Aquashow Park ali a 100 metros.
Já vos mostrei aqui o meu regresso à adolescência. Foi muito bom. A Isabel adorou também. A repetir. 



3 - A fotógrafa.
Termos a sorte de ter uma fotógrafa que é nossa amiga, que tem uns filhos que são uns amores e que já são amigos das nossas filhas, que aceita os nossos convites e que ainda nos tira fotografias inesquecíveis? Epa, não podemos pedir muito mais. The Love Project é o nome da marca dela e condiz bem com o que ela é: Amor, amor, amor.



2 - A piscina interior e o jacuzzi.
Para aquelas manhãs em que ainda não está um calor de ananases, para outonos ou invernos, ou simplesmente porque a água é mais quentinha. As miúdas queriam sempre ir para lá e foi a maior diversão do fim-de-semana.







Fatos de banho Zippy
BikiniCalzedonia


  







Fato de Banho Principessa
 



1 - O Hotel e o staff.

Topa-se bem quando há formação e uma boa escolha do staff e, também, quando a simpatia é genuína. E não era por sermos nós - muitos nem sabiam quem éramos, têm mais que fazer do que ler blogues de maternidade. Nos jantares, nos bares, na recepção: todos TOP. Se a um hotel com bons quartos, bons serviços, boas piscinas, um parque infantil com escorregas, juntarmos pessoas bem-dispostas e profissionais a servir-nos, não podemos deixar de sair de lá satisfeitas. Hotel totalmente baby friendly.















 Fato de Banho Tsuru




TOP -

5 - O Karaoke. 
Como assim há um karaoke à 6a feira lá em baixo (eu era/sou a maluquinha dos karaokes) e eu estou a adormecer - com o David - as miúdas no 4º piso? Injusto, queria estar lá em baixo a cantar 45 músicas de seguida até ficar rouca e não posso! Buaaaaaa.

4 - A banheira.
Quando cheguei ao quarto - enorme e arejado - os meus olhos brilharam, mas depois na casa de banho fiquei apreensiva: não tinha banheira. Claro que um hotel daqueles tem banheira para os bebés se pedirmos - tenho a certeza que sim, tinham TUDO - mas resolvi experimentar. Sabem como tomámos banho? Os quatro juntos no chuveiro. Afinal o que achei um ponto menos positivo, acabou por tornar-se uma coisa divertida e novidade para todos! A repetir. Mais rápido, mais ecológico.

3 - Os pequenos-almoços. 
Então uma pessoa está a tentar ficar em forma e depois oferecem-nos 726383 opções de pequeno-almoço com uns donuts fresquinhos lá pelo meio? Uma pessoa não resiste! Vá, comi maioritariamente coisas saudáveis.

2 - Os mojitos. 
Não os mojitos de maracujá em si, que estavam óptimos, mas o facto de termos de ficar em sentinela no corredor ao pé do quarto onde a Irene dormia a beber Mojitos. Quer dizer, até foi giro, parecíamos duas adolescentes a transgredir as regras e a tentar falar baixinho para não incomodar ninguém, como se estivéssemos a dizer segredinhos. Mas para a próxima, ver se convenço a Joana para que o David faça de ama das 3 miúdas e vamos mas é para a pista de dança!



Sim, tenho este tamanho de pé.
 Macacão Xicalarica

1 - Vir embora. 
Fiquei cheia de inveja (branca) de um casal nosso conhecido (cá de Santarém) ir passar lá uma semana inteirinha de férias com as duas filhas. Estava mesmo a saber-nos bem... mas é a vidinha! (Alguém tem de trabalhar. Clássico).

 Fotografias - The Love Project


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terça-feira, 6 de junho de 2017

Voltei à adolescência no Aquashow!

Foi assim que me senti quando entrei no Aquashow no fim-de-semana. Já não ia ali desde os meus 15 (?) anos e foi um baque e tanto. Como assim já passaram 15 anos? Como assim agora estou no Aquashow com duas filhas? É verdade. Quando ali fui foi com o grupo de amigos das férias do algarve - paixoneta incluída (ahah) - ainda muito longe de me imaginar ali com a minha prole. Continua o máximo, tudo arranjadinho, e com escorregas e diversões cheias de adrenalina, muitas novas que não havia quando lá fui. Eu sou das que ADORA escorregas de água. Esqueçam lá aqueles para gente mais arrojada que fazem loopings e coisas do género, que nisso não me apanham mais (já tive a minha dose de más-disposições e não vou ser mais gráfica que isto...), mas túneis, tubos e escorregas - com ou sem bóias - e barcos e cenas que levem água, SIM SIM SIM! Adoro, mesmo que me façam ficar sem fato de banho no percurso (já aconteceu).

No fim-de-semana, ficar num hotel a metros de um dos maiores parques em Portugal fez-me voltar a ter aquele friozinho na barriga e aquela adrenalina. Sentir-me-ia a transpirar das mãos se não estivessem já molhadas :) A Isabel adorou! Repetiu umas 20 vezes o escorrega amarelo e ainda hoje fala dos escorregas do polvo e da baleia. O bom daquele parque é que tem oferta enorme, para toda a família (até massagens tem, assim como alguns espectáculos com araras, etc)!

Mostro-vos as imagens daquela tarde de pura diversão. Quero voltar em julho que ficou muito por experimentar - o parque é enooooorme! :)


A Isabel a subir! Desceu no laranja, mas não achou grande piada a levar com tanta água na cara.





Disto é que ela gosta!

Foi neste que desceu 20 vezes (ou mais)


Bikini Calzedonia




Fato de banho Isabel Brilha Comigo





Já repetia.




























Macaco Xicalarica




Logo vos contaremos mais sobre o hotel.

Fotografias - The Love Project

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